Atenção: Assinada a Convenção Coletiva 2016/2017

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Depois de muitas negociações e de lutar contra a intransigência do Sindicato Patronal, foi assinada no dia 24 de novembro a Convenção Coletiva 2016/2017. Os patrões bateram o pé e negaram nossas principais reivindicações: aumento salarial de 20%, ticket alimentação, participação nos lucros (PLR), auxílio creche, redução da jornada de trabalho sem redução de salário, dentre outras. O discurso é que estão em crise, mas são os trabalhadores que estão em crise. Foram varias tentativas de reuniões e, após alguns meses de negociações, eles voltaram a negociar com o STIG-MG.

A proposta teve um avanço em relação a anterior de 7% (sete por cento inteiro), passando para 9,83% (nove vírgula oitenta e três por cento) da seguinte forma:

a) Reajuste de 5% (cinco por cento) retroativo à data-base 1º de maio 2016, com o pagamento das diferenças devidas de maio/2016 a novembro/2016 na folha de pagamento de novembro/2016, ou seja, até o 5º dia útil de dezembro/2016;

b) Reajuste de 4,83% (quatro inteiros e oitenta e três centésimos por cento), não retroativo, que deverá ser efetuadoa partir de dezembro/2016,juntamentecom o salário do mês de dezembro, ou seja, até o 5º dia útil de janeiro/2017.

Esse índice foi aprovado em assembleia pelos trabalhadores. Vivemos um momento de instabilidades no país e os trabalhadores sabem que há um ataque muito grande do governo Temer. Os patrões estão aproveitando uma decisão do ministro Gilmar Mendes para dizer não às reivindicações dos trabalhadores. Não foi alcançando, de fato, o reajuste satisfatório, mas a patronal não queria ceder nem as perdas equivalentes ao  Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Confira a tabela de proporcionalidade e a convenção completa: CLIQUE AQUI

OS TRABALHADORES NÃO PODEM PAGAR PELA CRISE!

Os trabalhadores de todo o país estão ouvindo a choradeira dos patrões, que usam a crise como justificativa para reduzir os custos. Na verdade, eles querem é aumentar os lucros e deixar que nós paguemos pela crise, explorando mais nossa força de trabalho e sugando nosso sangue e suor.

É o mesmo que acontece quando vamos lutar para o aumento de salário. Eles alegam que não tem como pagar o que é nosso direito, mas as máquinas estão rodando, temos trabalhado mais, fazendo horas extras, várias gráficas estão implementando três turnos, para assim dar conta da demanda e demitir nossos colegas. Sempre demitem quem já conquistou um melhor salário para contratar pessoas com menores salários e desempenhar a mesma função. Assim, os lucros dos empresários permanecem, eles ganham mais e pagam menos.

Os empresários fazem isto com o aval do governo. A medida provisória aprovada por Gilmar Mendes diz que a CCTS, só tem validades dentro do seu período de vigência, isso significa proteger os patrões.