STIG-MG repudia violência contra Professores da Educação Infantil de BH

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O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jornais e Revistas no Estado de Minas Gerais (STIG-MG) repudia, de maneira veemente, a violência contra Professoras e Professores da Educação Infantil de Belo Horizonte, na última segunda-feira (23/04). Os profissionais, responsáveis pela educação de milhares de jovens, esperavam na porta da Prefeitura para serem atendidos pelo prefeito Alexandre Kalil (PHS), em um protesto totalmente pacífico. Porém, foram recebidos por um forte aparato repressor do Batalhão de Choque da PM e jatos d’água, bombas de efeito moral, balas de borracha, sprays de pimenta.

A professora aposentada Conceição Oliveira e o professor Wanderson Rocha, ambos diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede-BH), também foram presos durante a ação totalmente desproporcional da Polícia Militar de Minas Gerais.

O STIG-MG vem a público apoiar a luta da educação infantil de Belo Horizonte. Os educadores estão em GREVE e manifestam cobrando do prefeito Alexandre Kalil (PHS) o cumprimento de uma promessa de campanha: a equiparação da Carreira da Educação Infantil à do Ensino Fundamental.

Repúdio à ação truculenta da PM do Governo Pimentel (PT).
Sim à educação infantil de Belo Horizonte
Contra a prisão de dirigentes sindicais.
Lutar não é crime!

Greve é por equiparação salarial

A greve dos professores em Educação da rede básica de ensino é por equiparação salarial. Os trabalhadores reclamam da diferença salarial entre professores da rede infantil e da rede de ensino fundamental. Na rede básica, o salário é de R$ 1.400 e na rede de ensino fundamental é de R$ 2.200. A categoria, que é composta majoritariamente por mulheres, reivindica essa equidade que foi uma promessa de campanha eleitoral do prefeito.

O dirigente sindical Wanderson repudiou as declarações do prefeito que foi à imprensa dizer que os professores ganhavam um salário de R$ 3.400. “Vamos provar que isso não é verdade. O movimento é legitimo, foi brutalmente reprimido e não vamos permitir isso. O prefeito repete o que todos os políticos fazem que é retirar nossos direitos”, salientou.

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