Pouso Alegre e Região: Assinada a Convenção Coletiva 2016/2017

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Categoria aprova proposta de reajuste da Patronal. Confira fotos dos trabalhadores da gráfica Novo Mundo participando.

Após cinco meses da data base, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas, de Jornais e Revistas no Estado de Minas Gerais (STIG-MG) conseguiu, com muita luta e a participação dos trabalhadores, fechar a Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2017, no último dia 08 de novembro.

Utilizando, mais uma vez, da desculpa da crise financeira, algumas reivindicações não foram atendidas, como por exemplo, o aumento salarial de 20%, ticket alimentação, participação nos lucros (PLR), auxílio creche, redução da jornada de trabalho sem a redução de salário, dentre outras. Mas a verdade é que os trabalhadores estão em crise, não os patrões.

A proposta teve um avanço em relação a apresentada anteriormente, passou de 5% (cinco por cento) para 9,5% (nove e meio por cento) da seguinte forma:  6% (seis por cento) retroativo a primeiro de julho 2016, com pagamento na folha de dezembro 2016, e 3,5% (três e meio por cento) a partir de janeiro 2017. Também foi garantida a manutenção de todas as cláusulas anteriores tais como, pisos salariais, seguro de vida, horas extras 100% aos domingos e feriados, desconto farmácia, pagamento de 50% de consulta médica pela empresa, o Dia dos Gráficos (7 de fevereiro), entre outras.

Esse índice foi aprovado pelo trabalhadores do setor em três assembleias realizadas nos municípios de São Lourenço, São Sebastião da Bela Vista e Pouso Alegre. O trabalhador precisa estar atento, pois diante do momento de instabilidade que o Brasil vive o governo Temer ataca quem trabalha para beneficiar os empresários. Os patrões estão aproveitando uma decisão do ministro Gilmar Mendes para dizer não as reivindicações dos trabalhadores.

O STIG-MG ressalta que não foi alcançando, de fato, o reajuste satisfatório para todos. Mas o sindicato jamais deixou de lutar e o acordo conquistado pode ser considerando uma vitória, visto que a patronal não queria ceder nem as perdas equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

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