Gráfica Rona investe em maquinário de última geração, e agora quer implantar turnos desumano.

480

Diante da persistência da Rona em alterar a jornada de trabalho do setor de impressão, o Sindicato dos Gráficos solicitou reunião no Ministério do Trabalho para tentar chegar a uma solução para o problema. Entendemos que o trabalhador não pode ficar no prejuízo diante da irresponsabilidade da empresa.

A reunião foi marcada para o dia 29 de junho. No entanto, a empresa não compareceu. Uma nova reunião foi agendada para o dia 13 de julho, sexta-feira, às 13 horas.

O Sindicato dos Gráficos mais uma vez afirma que não vai aceitar nenhuma proposta da empresa que signifique prejuízo aos trabalhadores. A jornada de trabalho que reduz para 30 minutos o intervalo de refeição é um grande absurdo. Ao não permitir tempo suficiente para descanso do trabalhador, a redução do horário de refeição significa aumentar os casos de doenças ocupacionais em médio e longo prazo. Além disso, provoca também aumento nas possibilidades de o trabalhador se acidentar, uma vez que ele não teria um intervalo suficiente para seu descanso. Aceitar a redução do intervalo das refeições é entregar um direito conquistado por todos os trabalhadores com muito suor e luta.

Por outro lado, a proposta que a Rona quer implementar, com aumento no número de horas trabalhadas aos sábados e a absurda jornada de trabalho às segundas-feiras, em que o funcionário vai trabalhar de 04:05 às 07:05 da manhã para depois retornar às 22:45 do mesmo dia, é inaceitável. Outro ataque que não podemos engolir.

Na verdade, a Rona está olhando apenas seus próprios interesses e apresenta duas opções muito ruins para o trabalhador escolher: ou a faca ou a espada?

Mais uma vez, o Sindicato afirma que está se movendo para buscar uma solução para o problema. Por isso, pedimos aos trabalhadores que ao caiam nas armadilhas da Rona. Escolher entre duas propostas ruins só resolve o problema da empresa.

Entrem em contato com o Sindicato e nos ajude nessa luta. Com a participação do trabalhador, somos muito mais forte.

Compartilhar