STIG-MG contra as reformas, discriminação e a violência

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No 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, mas não há muitos motivos para comemorar. Esse dia precisa ser uma data de luta e resistência. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas, de Jornais e Revistas no Estado de Minas Gerais (STIG-MG) convida todas as mulheres para o Grande Ato, dia 08/03 na Praça da Liberdade, às 16h. O Sindicato também irá promover um Debate sobre Reforma da Previdência dia 11/03, a partir das 9h, na sede da instituição (Rua Jaguarão, 269, Bonfim, BH).

O STIG-MG está ao lado das mulheres no combate a inúmeras injustiças, que mesmo com o passar dos anos, insistem em acontecer. Prova disso é Reforma da Previdência, que prevê a idade de 65 anos para a aposentadoria tanto para homens e mulheres. O governo machista de Michel Temer não considerou que a maioria das mulheres brasileiras encaram uma jornada dupla de trabalho todos os dias. São dois turnos de trabalho um fora de casa e outro dentro da residência.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as mulheres trabalham cerca de 26,6 horas por semana com serviços de casa, enquanto os homens trabalham 10,5 horas na mesma atividade.

O SITG-MG também chama atenção em sua pauta de reivindicações para a equiparação dos salários de homens e mulheres que exercem a mesma função. No Brasil, o salário das mulheres chega a ser 30% menor do que ao de homens que exercem a mesma função.

Violência contra a mulher

Outro triste dado a ser lembrando no Dia Internacional da Mulher estão os altos índices de violência. Três em cada cinco mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos. No Brasil a cada 11 minutos uma mulher e estuprada e parte delas executadas pelo agressor.

Mesmo com a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), atualmente os números são alarmantes: 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, número que coloca o Brasil no 5º lugar no ranking de países nesse tipo de crime.

Denuncie

Atenção mulheres! Não aceite mais isso. Denuncie qualquer tipo de agressão através do 180. Pessoas que presenciarem algum tipo de violência contra a mulher também não se omita, denuncie.

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