Assembleia de Avaliação da Proposta Patronal – Varginha e Região

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O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas, de Jornais e Revistas no Estado de Minas Gerais (STIG-MG) está empenhado na Campanha Salarial dos trabalhadores gráficos de todas as regiões do Estado. Nesta semana, dia 13 de julho, o STIG-MG irá realizar uma Assembleia com os trabalhadores de Varginha e região. A reunião acontecerá a partir das 18h30, na praça João Pessoa, 80, Centro.

Durante a assembleia, será discutida a proposta enviada pelo sindicato patronal, de apenas 4%, as reivindicações constantes na pauta dos trabalhadores gráficos 2017/2018 e outros assuntos de interesse da categoria. O STIG-MG trabalha para que a Convenção Coletiva de Trabalho dos gráficos de Varginha seja definida rapidamente e com o máximo de ganhos para os trabalhadores.

A comissão de negociação do STIG-MG realizou duas pesquisas. A primeira trata do ganho real. Foi constatado que nos últimos dois anos não houve ganhos reais para a categoria. Está na hora de voltar a conquistar o ganho real. Por isso, trabalhadores unidos, precisam lutar para garantir os direitos básicos. Só com a luta de classe será possível conquistar muito mais. Trabalhadores reunidos representam uma força imbatível. Empresários só contabilizam lucros com maximização de produção. Trabalhadores de braços cruzados levam os patrões à loucura porque representa perda de produtividade e dinheiro.

Na segunda pesquisa, realizada em algumas gráficas, com média de dez funcionários, que antes operavam com 30 a 40 trabalhadores. As empresas tinham lucro de 100%, e hoje, com uma média de 10 funcionários, obtêm lucros em média de 140%.

Entenda o porquê

Hoje essas empresas terceirizam suas produções (mão de obra). As grandes empresas gráficas fazem os serviços das pequenas e médias empresas. Serviços como, por exemplo: cartões de visita, postais, panfletos, folders, mala direta, etc. Pagam em media, por exemplo, R$ 25,00 reais em 1.000 cartões de visitas e vendem para o cliente final à R$ 60,00 reais. Ou seja, ganham 140% de lucro. Então não é verdade que as empresas estão diminuindo o quadro de funcionários somente devido à crise econômica do país e sim por mudanças tecnológicas e o novo sistema produtivo empresarial.

Não aceitamos o discurso da crise econômica e de que as empresas pequenas e médias não conseguem sobreviver dando um reajuste acima do INPC. Sabemos que o INPC não reflete o real custo de vida do trabalhador e o reajuste abaixo dele é ainda pior, é zombar do trabalhador.

Vamos à luta, muitos patrões já ficaram ricos à custa do nosso suor, pois é dele que tiram seus lucros. Vamos arrancar deles nossos direitos, com salários e condições de trabalhos dignos. Não aceitaremos rebaixamento.

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